sábado, 5 de dezembro de 2009

20. VINHOS DO VELHO E NOVO MUNDO!

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Podemos dizer que o "MMV" é dividido em Velho e Novo Mundo. No primeiro caso é dada maior importância ao *Terroir do que a uva utilizada na produção do vinho. Já o Novo Mundo, utiliza mais a tecnologia para favorecer o cultivo e a produção de seus vinhos. E, por não levarem muito em consideração esse conceito de “terroir”, preferem rotular seus vinhos com o nome da uva que o representa.

*combinação entre solo, clima, região, quantidade de sol ou de chuva que incide sobre o local onde a videira está plantada, a topografia do terreno...


Estilo Velho Mundo: vinhos elaborados com técnicas tradicionais. Uvas colhidas não tão maduras, macerações não tão longas, extração não tão intensa dos mostos e uso de grandes tonéis de madeira.

No que diz respeito ao seu aroma e sabor, normalmente são mais para a boca que para o nariz, não são tão intensos e frutados no olfato e é no paladar que mostram sua classe.

Normalmente estes vinhos pedem um maior envelhecimento em garrafa antes de seu consumo e se prestam a ficar mais anos armazenados em nossas adegas. Outro aspecto normalmente associado ao “estilo velho mundo” é a vocação gastronômica destes vinhos, que melhor se prestam a acompanhar uma boa refeição.

Países participantes do velho Mundo: França, Itália, Espanha e Portugal.




Estilo Novo Mundo: vinhos “modernos”, elaborados com as mais recentes técnicas de viticultura e enologia. Alta densidade de plantação e baixos rendimentos nos vinhedos, colheitas mais tardias, fermentação à frio, barricas novas de carvalho, grande concentração, alto teor alcoólico, acidez mais baixa, taninos doces.

São vinhos de aroma intenso, frescos, frutados, marcados pelas especiarias da madeira e de sabor macio, as vezes quase doce. Podem ter menor capacidade de envelhecimento e podem ser enjoativos, principalmente com comida. Neste mundo é mais comum falarmos força e maciez.

Países participantes do Novo Mundo: Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Argentina, Chile, Uruguai, e África do Sul.





Abraços e boa tarde J

ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 18/11/2009 (QUARTA).
ASSUNTO: BACALHAU AO MOLHO BECHAMEL C/ VINHO TINTO JOVEM.
PERIODICIDADE POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).


sábado, 14 de novembro de 2009

19. UVA TEMPRANILO. SALVE A ESPANHA!

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Atualmente, a Espanha é o terceiro maior produtor de vinhos do mundo, ficando atrás de Itália e França. Entretanto, mais de 80% da produção é obtida por apenas 20 variedades, destacando-se entre elas a Tempranillo, com certeza a mais importante e mais famosa uva tinta da Espanha.
O nome Tempranillo vem de temprano (cedo em espanhol), visto que amadurece prematuramente, antes das outras variedades como a Garnacha, Mazuelo e Viura, utilizadas para corte em Rioja. Embora entre em maior proporção na maioria dos vinhos, a produção de varietais puros 100% Tempranillo encontra-se aumentando.

Considerada uma variedade vinífera das mais nobres, a Tempranillo é uma uva de tamanho médio, casca espessa e muito escura. Produz vinhos com teor alcoólico entre 10,5 e 13%, acidez equilibrada e bastante propícia para o envelhecimento em carvalho. Conhecida como a uva clássica da Rioja, é também cultivada em alguns poucos países do mundo com diferentes nomes.


Origem: Norte da Espanha;


Outros nomes: Cencibel (La Mancha, Espanha), Tinta del País (Espanha), Tinto Fino (Espanha), Tinta de Toro (Espanha), Tinto de Madrid (Espanha), Ull de Llebre (Catalunha, Espanha), Tinta Roriz (Portugal), Aragonês (Portugal), Valdepeñas (Califórnia);

Onde é produzida: Espanha, Portugal, Argentina e Chile;

Descrição: A mais importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo;

Vinhos que produz: dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no barril de carvalho.
Sugestão para compra:
1. Artero Tempranillo (ESP)
Produtor: Bodegas Munõz
País de Origem: Espanha
Região: la Mancha
Graduação alcoólica: 14%
Sobre este vinho: Vermelho-violáceo intenso. Aromas de romã madura, groselhas e amoras. Impacto macio e frutado, com ótimo equilíbrio e agradável final. Acompanhamento: Aves assadas, carne de porco assada e grelhada, legumes gratinados.


Abraços e boa tarde J

ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com

PRÓXIMA POSTAGEM: 18/11/2009 (QUARTA).
ASSUNTO: VINHOS DO VELHO E NOVO MUNDO.
PERIODICIDADE: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

sábado, 7 de novembro de 2009

18. CHEGANDO O NATAL. COMEMORE COM VINHO!

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

NATAL! Está chegando a época do ano em que celebramos o nascimento de JESUS CRISTO. Aquele que deu sua vida pela nossa salvação. Nesses momentos de reflexão, reencontro de familiares, união, entre outros, porque não comemorar com a bebida que simboliza o SANGUE DE CRISTO!?
Vamos deixar que o nosso coração se encha de alegria e contagie todos a nossa volta com esse espírito natalino que é tão bonito. Vamos celebrar o nascimento de CRISTO com PÃO (Corpo) e VINHO (sangue) – assim como ele nos ensinou:

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos dizendo: ‘”TOMAI, TODOS E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS!

Do mesmo modo ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA   A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!


Não quero discutir religião, cada pessoa tem o livre arbítrio para escolher o caminho a seguir. Quero apenas passar a mensagem de que podemos passar por essas épocas de Natal e Fim de Ano de uma forma harmoniosa, feliz e cheia de AMOR - assim como JESUS simbolizou na SANTA CEIA (através do pão e vinho).

Dica: Experimente harmonizar um vinho da uva Cabernet Sauvignon com Pão Italiano fatiado e pedaços de queijo Brie. Excelente dica para aquele momento que antecede a ceia de natal com a família toda reunida. Aproveite esse momento e faça uma oração. Revigora a alma! J



Abraços e bom final de semana!

ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 11/11/2009 (QUARTA).
ASSUNTO: UVA TEMPRANILO. SALVE A ESPANHA!
PERIODICIDADE POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

sábado, 31 de outubro de 2009

17. DICAS DE RÓTULOS (CABERNET SAUVIGNON)

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Boa tarde amigos! Na postagem de hoje, apresento alguns rótulos específicos da uva Cabernet Sauvignon. Originária da região de Bordeaux, no sudoeste da França, ela é a uva vinífera mais difundida no mundo, encontrando-se em todas as zonas temperadas e quentes. É conhecida como "a rainha das uvas tintas".


Eis os rótulos que separei e posso garantir que são excelentes vinhos Cabernet:

1. Irenèo Cabernet Sauvignon Colli Euganei D.O.C. 2002 (ITA)



Produtor: La Montecchia

País de Origem: Itália

Região: Veneto

Graduação alcoólica: 13%

Sobre este vinho: Colli Euganei é uma região de colinas do Vêneto, próxima ao mar Adriático, que está em ascensão no mercado vinícola italiano. Uma fiel representante é a vinícola La Montecchia, tradicional na região, mas que faz uso de castas estrangeiras para o corte de suas bebidas. Entre eles está o Irenèo, com Cabernet Sauvignon em quase sua totalidade e pequenas parcelas de Merlot e Carmenère com passagem de 12 meses em carvalho. Sem dúvida, é um dos melhores Cabernet Sauvignon produzidos pela moderna enologia italiana. Um vinho encantador.

2. Casa Silva Gran Reserva Los Lingues Cab. Sauvignon 2007 (CHI)



Produtor: Casa Silva

País de Origem: Chile

Região: Vale de Colchagua

Graduação alcoólica: 14%

Sobre este vinho: Coloração rubi profundo e brilhante. Aromas elegantes, com alta concentração de frutas (ameixa) e especiarias misturadas com toques sutis de baunilha. Na boca é potente, com taninos firmes e macios, fundidos com sabores frutados de amora e ameixa, com a fusão do café e da baunilha.


3. Bordeaux AOC 2007 de Baron Philippe de Rothschild (FRA)



Produtor: Viña Baron Philippe de Rothschild

País de Origem: França

Região: Bordeaux

Graduação alcoólica: 14%

Sobre este vinho: Vinho para aves assadas, pratos que acompanham carnes grelhadas, queijos, massas com molhos cremosos. São consumidos em mais de 150 países todos os anos mais de 12 milhões de garrafas de vinho da família Rothschild. Este Bordeaux acessível é um exemplo da força desta região que combina tradição e modernidade num só produto.


4. Nederburg Cabernet Sauvignon (AFR)



Produtor: Nederburg

País de Origem: África

Região: Paarl

Graduação alcoólica: 14,50%

Sobre este vinho: Cor Rubi escuro, vinho incorporado com fruta madura e especiais. Taninos firmes e retrogosto de grande permanência. Sabores de frutas vermelhas com chocolate e café, em segundo plano baunilha. Acompanhamento: Pratos robustos, de patês a carnes, strogonofe, cozidos, assados e queijos. EXCELENTE CUSTO x BENEFÍCIO!
Abraços e bom feriado!

ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 04/11/2009 (QUARTA).
ASSUNTO: CHEGANDO O NATAL. COMEMORE COM VINHO!
PERIODICIDADE POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

16. VALE DO SÃO FRANCISCO. TERRA PROMISSORA!

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!
Novamente na ativa, agora venho postar um artigo muito interessante sobre a região do Vale do São Francisco (Pernambuco/Bahia). Terra promissora e que pretende a cada dia melhorar a qualidade da produção de vinhos. Vamos lá...
Vale do São Francisco

A Região: situado entre Pernambuco e Bahia, caminha para ser um dos importantes produtores do país. Responsável por 99% da uva de mesa exportada pelo Brasil e pela produção de 5 milhões de litros de vinho por ano, o vale vem se destacando como modelo de desenvolvimento para o Nordeste. A vinicultura pernambucana / baiana já detém 15% do mercado nacional e emprega diretamente 30 mil pessoas no Vale do São Francisco, única região do mundo que produz duas safras e meia por ano.
Vinícolas que produzem na região: Botticelli, Garziera, Lagoa Grande, Miolo (Fazenda Ouro Verde) e Vinibrasil.


Histórico: apesar do pouco tempo de emancipação política, o município de Lagoa Grande já ostenta uma história promissora. A localidade, que em 1997 deixou de ser distrito de Santa Maria da Boa Vista para ser elevada à categoria de cidade, hoje é um dos destaques do Pólo Vitivinícola de Pernambuco. O município possui uma produção anual de 20,5 milhões de kg de uvas e de sete milhões de litros de vinho, exportando parte deste volume para outros países e diversos estados brasileiros.
Em Lagoa Grande, conhecida em todo o Brasil como a capital da uva e do vinho do Nordeste, existem cerca de dez vinícolas, responsáveis pela geração de 10,5 mil empregos. A Festa da Uva e do Vinho oferece aos visitantes e moradores de Lagoa Grande diversas atrações. Além de degustar as uvas e vinhos da cidade, os participantes do evento podem conhecer algumas fazendas da região para passear entre as videiras e verificar todas as etapas de produção vinícola, desde o plantio da uva até o acondicionamento do vinho.

Geografia da Região: O pólo reúne os municípios de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Petrolina. Como parte dos planos de criação do Pólo Vitivinícola, o governo está implantando e pavimentando a Estrada da Uva e do Vinho. A via, de 72 km de extensão, parte da BR-428, em Lagoa Grande até Santa Maria da Boa Vista, margeando o Rio São Francisco. A rodovia viabilizará o escoamento da produção vitivinícola, facilitando o acesso aos novos empreendimentos fixados na região. Ao longo da rodovia já estão sendo instaladas 28 fazendas especializadas no plantio de uva, bem como duas adegas. Na extensão em que a estrada margeará o rio São Francisco será erguido um píer de atracação. Aproveitando o fato de que no Vale são produzidas duas safras e meia por ano, o governo, em parceria com os empresários, pretende implantar uma rota da uva e do vinho que abrigue fazendas voltadas também ao segmento turístico. Serão desenvolvidas programações especiais para a época da colheita. Além de passear entre videiras, o turista poderá amassar uvas com os pés e degustar vinhos de diversas marcas.

Mapa da região:

Variedades Tintas: Syrah e Cabernet Sauvignon.
Variedades Brancas: Moscatel, Muskadel, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Silvaner, Moscato Canelli.
Área de Uvas Viníferas: 500,00 hectares.
Área de Uvas Comuns: 7.000,00 hectares.
Esse é o nosso Brasil, cheio de lugares interessantes para se investir e gerar mais oportunidades para o nosso povo. Vale do S. Francisco é um exemplo clássico de que não precisamos ir tão longe para se apreciar um bom vinho.
Porque não apreciar frutos da nossa terra!


Abraços e boa noite!
ADRIANO ZANINI
Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para: adriano_zanini@hotmail.com

PRÓXIMA POSTAGEM: 31/10/2009 (SÁBADO).
ASSUNTO: DICAS DE RÓTULOS (CABERNET SAUVIGNON).
PERIODICIDADE POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

15. VINHOS COLONIAIS- TRADIÇÃO E HISTÓRIA.

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Primeiramente, confesso que é um desafio escrever sobre esse assunto (vinhos coloniais). Isso porque em muitos casos, a maioria das pessoas ao se falar em vinho, logo pensa em outros países, tais como, França, Itália, Portugal, Espanha, Chile e etc. Dificilmente são lembrados os vinhos de elaboração mais simples (ARTESANAIS), porém, nem menos importante.


Esse fato me levou a querer pesquisar um pouco mais desse “mundo”. Você sabia que o VINHO COLONIAL é definido como sendo aquele que é produzido utilizando Uvas Americanas (Isabel e Niágara) e que processos artesanais, em muitos casos, ainda são utilizados?! Resultado disso é um vinho DOCE, de COR FORTE e INTENSA. Em alguns casos, sem conservantes e com adição de açúcar.

Devido ao grande número de colônias ITALIANAS presentes no nosso querido BRASIL, essa técnica de produção foi sendo fixada com o passar do tempo em diversas regiões. Principalmente nas regiões de Bento Gonçalves, Nova Trento, Caxias, São José dos Pinhais/PR, entre outras). Eis um vídeo para se ter um exemplo:



Recentemente, tive a oportunidade de degustar um vinho colonial produzido na região de MINAS GERAIS (quem diria não?!)...O momento era propício para tal degustação. Eu estava a fim de conhecer e explorar sobre a região e esse vinho foi a abertura para eu conhecer um pouco da história local da cidade. Resultado: vinho colonial acompanhado de truta com molho de gengibre e uma noite INESQUECÍVEL! QUEM DISSE QUE VINHO COLONIAL NÃO TEM VALOR?!


Fica aqui a minha mensagem. Degustem sim vinho colonial e aproveitem o momento. Viva a vida!


Um forte abraço e bom final de semana!


Abraços e boa noite!

ADRIANO ZANINI
Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 21/10/2009 (QUARTA)
ASSUNTO: VALE DO S. FRANCISCO/BR. TERRA PROMISSORA.
PERIODICIDADE DAS POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

14. GRANDES PRODUTORES CHILENOS.

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Postagem de número 14 no dia 14/10 – que coisa!!! rs J

Pesquisei para vocês os grandes produtores Chilenos. Dentre eles, alguns já conhecidos (Ex.: Concha Y Toro), outros, porém, nunca mencionados... Vamos lá!


CONCHA Y TORO (região: Vale do Maipo)

A Concha y Toro, uma das maiores vinícolas do Chile, produz oceanos de um bom vinho básico. Mas o principal vinho da vinícola - o Don Melchor - é excitante. Um dos melhores Cabernet Sauvignon feitos no país, nas boas safras o Don Melchor é um Cabernet masculino, defumado e potente, com muitos sabores macios e terrosos ao estilo Velho Mundo. O nome do vinho é uma homenagem a Don Melchor de Concha Y Toro que fundou a vinícola em 1883.




COUSIÑO-MANCUL (região: Vale do Maipo)


Uma das grandes e históricas propriedades do Chile, a Cousiño produz Cabernet Sauvignon ao estilo do Velho Mundo, que lembram uma época diferente. Mas principais safras, o Antiguas Reservas pode ter expansivos aromas terrosos que insinuam couro, minerais, hortelã e especiarias. A Cousiño-Mancul, fundada em 1870, possui alguns dos mais belos e mais cobiçados vinhedos do Chile - mais de 700 acres, hoje circundados pela cidade de Santiago, que cresceu e se expandiu em volta.




MONT GRAS (região: Colchagua)


Este produtor elabora um Merlot robusto, suculento e satisfatório. É uma das incríveis compras que se pode fazer no Chile. Pode-se esperar que as melhores safras do Mont Gras tenham a densidade e a concentração de um vinho que custe o dobro do preço, além de atraentes sabores de especiarias, cereja e baunilha, e uma persistência extremamente longa.


VIÑA HARAS DE PIRQUE (região: Vale do Maipo)


Em 1991, o empresário chileno Eduardo Matte Rosas e seu filho compraram um haras de puros-sangues em Pirque, no Vale do Maipo. Como a pista, os padoques e os estábulos ocupavam menos de metade da fazenda, imediatamente os Mattes decidiram plantar um vinhedo. A vinícola Haras de Pirque foi construída em 1997. A fé na uva Syrah deu origem ao vinho Haras Character Syrah.

Outros produtores chilenos:

Região: Aconcágua

- Viña Casablanca, Errázuriz/Mondovi, Matetic.

Região: Vale Central

- Casa Lapostolle.

Região: Vale do Maipo

- Antiyal, Viña El Principal, Domaine Paul Bruno e Viña Santa Rita.


Região: Santa Cruz

- Montes.


Abraços e boa noite!

ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou envie
suas dúvidas/sugestões para:
adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 17/10/2009 (SÁBADO)
ASSUNTO: VINHOS COLONIAIS.
PERIODICIDADE DAS POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

sábado, 10 de outubro de 2009

13. SAGU DE VINHO TINTO C/ CREME DE BAUNILHA + MOSCATEL

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Trago para vocês uma deliciosa harmonização entre uma SOBREMESA (Sagu de vinho tinto com creme de baunilha - disponibilizada com todo carinho por minha amada esposa) e um VINHO muito bom, suave e de custo acessível (Salton Moscatel). Primeiro vamos anotar a receita da sobremesa, em seguida, passarei minha impressão quando experimentei essa harmonização usando o vinho mencionado.

RECEITA: Sagu de vinho tinto com creme de baunilha

Tempo de preparo: 45 minutos

Calorias em cada porção: 491.

Ingredientes para o Sagu:

- 8 xícaras de água;

- 4 cravos-da-índia;

- 1 pedaço de canela em pau;

- 1 xícara de sagu;

- 3 xícaras de vinho tinto seco;

- 1 xícara de açúcar;

Ingredientes para o Creme de Baunilha:

- 2 colheres (sopa) de amido de milho;

- 500ml de leite;

- 2 gemas;

- 6 colheres (sopa) de açúcar/

- ½ xícara de creme de leite fresco;

- 1 colher (chá) de essência de baunilha;

Modo de Preparo:

- Em uma panela, leve a água o cravo e a canela ao fogo médio até ferver. Adicione o sagu e cozinhe por 25 minutos, mexendo sempre. Junte o vinho tinto e deixe cozinhar por mais dez minutos ou até o sagu ficar transparente. Acrescente o açúcar e cozinhe por mais cinco minutos. Transfira para uma tigela e deixe esfriar. Leve para gelar por três horas. Prepare o creme em uma tigela, dissolva o amido de milho no leite, junte as gemas, o açúcar e o creme de leite. Passe por uma peneira, adicione a baunilha e leve ao fogo baixo em uma panela, mexendo sempre, por três minutos ou até ferver. Retire do fogo e continue mexendo até amornar. Leve para gelar por três horas. Sirva o sagu com o creme. Rendimento: 6 porções.

NOTAS DA HARMONIZAÇÃO: após provar essa deliciosa sobremesa, ainda sentindo o leve aroma de vinho tinto misturado com o sabor maravilhoso do creme de baunilha, o espumante Salton Moscatel deu um toque especial que faltava para fechar com chave de ouro esse momento. Ao provar do Salton Moscatel, o doce da sobremesa ficou mais agradável na boca e o espumante fornecia uma percepção mais clara de seus aromas: gengibre, maça e cidreira. Deve-se servir o Salton Moscatel numa temperatura entre 8 a 10 graus.

Vale a pena experimentar!


Abraços e boa tarde!

ADRIANO ZANINI


Faça comentários no blog ou envie suas dúvidas/sugestões para:




PRÓXIMA POSTAGEM: 14/10/2009 (QUARTA)
ASSUNTO: GRANDES PRODUTORES CHILENOS
PERIODICIDADE DAS POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

12. VINHOS DE SOBREMESA

Olá amantes do MMV (Maravilhoso Mundo dos Vinhos)!

Vinhos de sobremesa, ou também conhecidos como “vinhos doces”, “dessert wines” ou “pudding wines”, são aqueles que, conforme o próprio nome já demonstra, possuem açúcares naturais das uvas depois de elaborados, tornando-se doces. São diferentes, porém, dos chamados “vinhos suaves”, pois estes recebem adição do açúcar ao final da elaboração.

O vinho de sobremesa é produzido para que parte do mosto não se transforme em álcool. Se o teor de açúcar residual superar por litro, o vinho é classificado como “licoroso”.

Apenas como curiosidade, as técnicas mais utilizadas na produção desse tipo de vinho são: a colheita tardia, a passificação e o ataque do fungo Botrytis Cinérea.

Alemanha, Hungria, França, Itália, Chile, Brasil e Austrália são alguns dos principais produtores mundiais de vinhos de sobremesa.

Eis alguns exemplos de vinhos de sobremesa: Muscat e Sauternes, Tokaji Aszú, Eiswein, Gewürztraminer, Spätlese, Auslese, Beerenauslese, Bermet, Trockenbeerenauslese, Commandaria e os vinhos do Porto.

Como os vinhos brancos, vinhos de sobremesa brancos são geralmente servidos resfriados. Vinhos de sobremesa tintos são servidos a temperatura ambiente.

Adicionalmente, vinhos de sobremesa podem ser consumidos com pudins e doces, posto que se imagine que eles acentuem o sabor.

Para se obter uma harmonização mais refinada de um vinho de sobremesa com uma sobremesa propriamente dita, é preciso saber dosar esses dois elementos.

Vale a seguinte regra: Um não pode se destacar mais do que o outro. Se a sobremesa for mais doce do que o vinho, o vinho parecerá um pouco amargo. Já no caso contrário, o “estrago” é um pouco menos perceptível, mas corre-se o risco de não conseguir apreciar o paladar da sobremesa, uma vez que o vinho teve um destaque maior.

Para finalizar, eis algumas dicas de rótulos de vinhos de sobremesa que vale a pena experimentar:

1) Nivole Moscato d'Asti - Michele Chiarlo - 375 ml


Um delicadíssimo vinho de sobremesa produzido a partir de uma parcela que é fonte de uvas de excepcional qualidade e engarrafada unicamente em garrafas de 375 ml.

De R$64,00 a R$68,00




2) Santa Rita Late Harvest 500 ml 2008


Cor amarelo esverdeado intenso e brilhante. Seu aroma é uma mistura deliciosa de frutas cítricas e flores, envolvido por notas de damasco, mel e fragrância floral.

De R$60,00 a R$65,00







3) Aurora Colheita Tardia 500ml


É um vinho fino, resultado do super amadurecimento das uvas Malvasia Bianca e a Semillon, que ficam em adequada exposição ao Sol e , como conseqüência, há um significativo aumento nos teores de açúcares.

De R$12,00 a R$18,00





Abraços e boa noite!
ADRIANO ZANINI

Faça comentários no blog ou
envie suas dúvidas/sugestões para: adriano_zanini@hotmail.com


PRÓXIMA POSTAGEM: 10/10/2009 (SÁBADO)
ASSUNTO: HARMONIZAÇÃO (SOBREMESA + VINHO) COM RECEITA
PERIODICIDADE DAS POSTAGENS: QUARTAS (NOITE) E SÁBADOS (MANHÃ).